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22.3.25

Avaliação de Língua Portuguesa para o 1º ano do Ensino Médio

Estude para o ENEM desde já! Segue uma avaliação de Língua Portuguesa que pode ser aplicada no Ensino Médio.



1) O cartum faz uma crítica social. A figura destacada está em oposição às outras e representa a

a) opressão das minorias sociais.

b) carência de recursos tecnológicos.

c) falta de liberdade de expressão.

d) defesa da qualificação profissional.

e) reação ao controle do pensamento coletivo.

 

2)


Segundo a tirinha acima, é INCORRETO afirmar que:

a) as linguagens verbal e não verbal são utilizadas pelas duas personagens.
b) somente a Susanita que utiliza a linguagem não verbal quando levanta o dedo.
c) a linguagem verbal é representada pelas falas das personagens.
d) a linguagem não verbal envolve as expressões e os movimentos das personagens.
e) em todos os quadros, temos o uso da linguagem verbal e não verbal.

3)


O cartaz aborda a questão do aquecimento global. A relação entre os recursos verbais e não verbais nessa propaganda revela que

a) o discurso ambientalista propõe formas radicais de resolver os problemas climáticos.
b) a preservação da vida na Terra depende de ações de dessalinização da água marinha.
c) a acomodação da topografia terrestre desencadeia o natural degelo das calotas polares.
d) o descongelamento das calotas polares diminui a quantidade de água doce potável do mundo.
e) a agressão ao planeta é dependente da posição assumida pelo homem frente aos problemas ambientais.


 

4) Analise.


Em todo feriado prolongado, o Governo Federal lança campanhas de conscientização em relação aos perigos nas rodovias. Um dos temas mais abordados é a combinação nada perfeita do álcool e direção. Analisando o anúncio em questão, é possível afirmar que:

a) o texto não verbal não faz referência ao feriado em questão.

b) a iniciativa tem o objetivo de causar impacto e sensibilizar a população sobre os cuidados com o trânsito durante as festas.

c) há exagero ao retratar um acidente, o que reduz a credibilidade da campanha.

d) o modo imperativo “Seja você” não é indicado para o resultado esperado, visto que não devemos influenciar os leitores em propagandas.

 

 

A análise do meme a seguir fundamenta a resolução da próxima questão.

5) Os possíveis significados do vocábulo “sujeito” na pergunta do professor levou o aluno a

a) formular uma resposta incoerente.
b) apresentar uma resposta coerente, embora não atenda à expectativa do professor.
c) fornecer a resposta esperada pelo professor.
d) elaborar uma resposta ambígua, permitindo dupla interpretação por parte do professor.
e) incorrer no erro de buscar uma resposta que se ajustasse ao contexto de estudo da língua.


6) Leia o infográfico para responder ao que se pede.

A partir da leitura do infográfico, é INCORRETO afirmar que:

a) A confiança nas mídias sociais foi mais afetada do que a nos telejornais.

b) A maior parte dos espectadores de telejornais não teve sua confiança abalada.

c) O aumento de confiança em relação às redes sociais se encontra acima da média dos veículos de comunicação.

d) Os aplicativos de mensagens foram considerados mais confiáveis do que os de mídias sociais.

 

7) Leia com atenção.

Arte ao alcance de todos

Apoderar-se de espaços públicos em nome do registro histórico, da arte livre e da contestação sempre atraiu as pessoas, desde o início dos tempos. Desenhos do cotidiano das comunidades já podiam ser vistos nas cavernas, em pinturas rupestres, datadas da Pré-História. Inscrições urbanas semelhantes também podem ser encontradas na cidade de Pompeia (na Itália), que mesmo tendo sido invadida por lavas vulcânicas, preservou as marcas de manifestos e propagandas políticas impressas nas construções.

Esses registros fazem parte da história do graffiti – ou grafite, em português - uma prática que hoje em dia é considerada uma arte, um movimento e a expressão de uma cultura de classe. O grafite moderno, feito com tinta e latas de spray, teve origem em Nova Iorque, nos Estados Unidos, ainda durante os anos 70, quando o movimento hip-hop dava os seus primeiros passos. Os símbolos gravados nos muros serviam como forma de comunicação entre gangues. Essa prática ainda está vinculada à cultura de periferia, não só nos Estados Unidos, mas também no Brasil. A diferença é que hoje existe uma divisão mais nítida entre a pichação, usada como instrumento de protesto e de vandalismo, e o grafite, que embora mantenha a característica marginal¹, é considerado uma expressão da arte de rua. (...)

O grafite é uma das expressões mais populares da arte de rua, mas existem outras técnicas plásticas que integram as intervenções urbanas. Colagem, stencilart e pintura mural também são algumas das práticas desenvolvidas. Dança, música e encenações teatrais integram, da mesma forma, essas manifestações. (...)

(Gazeta do Povo, Curitiba, 4 set. 2005. Caderno G – adaptado)

¹ Marginal: aquele que foi excluído da sociedade ou prefere viver fora dela; localizado à margem de.

No que diz respeito ao grafite, o texto revela que

a) é uma das expressões mais populares da arte de rua, mas existem outras poucas técnicas plásticas que integram as intervenções urbanas.

b) o grafite moderno, feito com tinta e latas de spray, teve origem em Washington, nos Estados Unidos, ainda durante os anos 70.

c) apesar de manter a característica marginal, é considerado uma expressão da arte de rua.

d) grafite, em francês, é uma prática que hoje em dia é considerada uma arte, um movimento e a expressão de uma cultura de classe.

e) por ser marginalizado, não é considerado uma expressão da arte de rua. 

11.10.23

Teste de Língua Portuguesa e Literatura para o 1º ano do Ensino Médio

Preparação para o ENEM: Teste de Língua Portuguesa e Literatura para o 1º ano do Ensino Médio

Leia o texto abaixo para responder às questões 1 e 2.


1) No quinto quadrinho, a reação da personagem que tenta montar a barraca evidencia:

a) confusão.

b) desespero.

c) distração.

d) incompreensão.

e) medo.

 

2) Esse texto se organiza a partir de uma estrutura:

a) argumentativa.

b) descritiva.

c) expositiva.

d) injuntiva.

e) narrativa.

 

3) Observe a oração: “Fabiano saiu de costas [...]”. Assinale a alternativa em que a oração também tem verbo intransitivo.

a) “Fabiano ajustou o gado [...]”

b) “[...] [Fabiano] acreditara na sua velha.”

c) “[...] davam-lhe uma ninharia.”

d) “Atrevimento não tinha.”

e) “Depois que acontecera aquela miséria [...]”

 

4) Identifique a alternativa em que o termo em destaque completa o sentido do verbo.

a) “Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde.”

b) “Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária.”

c) Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher?”

d) “No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha.”

e) “Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.”

 

5) Leia o texto abaixo.



O objetivo principal desse texto é:

a) definir as atitudes dos pais em relação ao tratamento da gripe.

b) descrever o período em que as crianças estão mais sujeitas a doenças.

c) esclarecer a respeito das diferenças entre gripe e resfriado.

d) indicar os sintomas característicos de gripe e resfriado nas crianças.

e) informar sobre os agentes causadores da gripe em crianças.

 

Questões discursivas 

 

Certa ocasião, um ministro da Educação disse em uma entrevista à imprensa:

“Eu não sou ministro; estou ministro”.

 

Pouco tempo depois de fazer essa afirmação, ele deixou o cargo.

 1)      Como se classificam os verbos dessas duas orações? Justifique.

2)      O fato de o ministro ter deixado o cargo confirma ou contradiz o conteúdo da afirmação que ele fizera?

Literatura

1) Assinale a opção correta sobre os versos. 

“(...)

Princesa

Surpresa

Você me arrasou

Serpente

Nem sente que me envenenou

Senhora, e agora

Me diga onde vou.

(...)”

(Queixa – Caetano Veloso)

 

a)      Não existe neles a noção da força do poder sedutor feminino.

b)      A situação da mulher neles referida é a mesma que encontramos nas cantigas de amigo do Trovadorismo.

c)      Apresentam a mulher com a mesma carga de sensualidade que lhes atribui boa parte da poesia parnasiana.

d)     Seguem o modelo descritivo, apresentando a figura feminina com traços vagos, imprecisos, esfumaçados.

e)      Lembram-nos aquela situação de vassalagem que marca as relações amorosas das cantigas de amor do Trovadorismo.

 

2) Leia os textos a seguir.



Mais de 600 anos separam o texto medieval de D. Dinis da canção da música popular brasileira, do Peninha. No entanto, a respeito deles é correto afirmar que:

I-                   A base do questionamento do eu nas duas canções é o mesmo: a ausência da pessoa amada.

II-                Em ambos, o que se repete, implicitamente, é a aflição e a incerteza sobre a pessoa amada, o que no texto A se reflete na estrutura paralelística.

III-             As duas canções podem ser classificadas tanto como cantiga de amor quanto como cantiga de amigo.

 

O correto está em:

a) I, II e III.

b) I e II.

c) II e III.

d) I e III.

e) apenas I.

 

3) Nas cantigas de amor,

a) o trovador expressa um amor à mulher amada,encarando-a como um objeto acessível a seus anseios.

b) o trovador, velada ou abertamente, ironiza personagens da época.

c) o “eu-lírico” é feminino, expressando a saudade da ausência do amado.

d) o poeta pratica a vassalagem amorosa, pois, em postura platônica, expressa seu amor à mulher amada.

e) existe a expressão de um sentimento feminino, apesar de serem escritas por homens.

 

4) Observe atentamente os dois trechos transcritos a seguir.

 

"... o objetivo da poesia (e da arte literária em geral) não é o real concreto, o verdadeiro, aquilo que de fato aconteceu, mas sim o verossímil, o que pode acontecer, considerado na sua universalidade."

(SILVA,Vítor M. de A. Teoria de Literatura. Coimbra: Almedina, 1982.)

 

Verossímil. 1. Semelhante à verdade; que parece verdadeiro. 2. Que não repugna à verdade, provável.

(FERREIRA. A. B. de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua

Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.)

 

A partir da leitura de ambos os fragmentos, pode-se deduzir que a obra literária tem o seguinte objetivo:

a) opor-se ao real para afirmar a imaginação criadora.

b) anular a realidade concreta para superar contradições aparentes.

c) construir uma aparência de realidade para expressar dado sentido.

d) buscar uma parcela representativa do real para contestar sua validade.

 

5)

Tanto do meu estado me acho incerto,
que em vivo ardor tremendo estou de frio;
sem causa, juntamente choro e rio,
o  mundo todo abarco e nada aperto.

É tudo quanto sinto, um desconcerto;
da alma um fogo me sai, da vista um rio;
agora espero, agora desconfio,
agora desvario, agora acerto.

 

Esses quartetos de um soneto de Camões ilustram uma temática recorrente do poeta, que seria:

a)      a fugacidade da vida.

b)      o desconcerto amoroso.

c)      a angústia criativa.

d)     as alegrias do amor.

e)      o desejo da morte.

 

 

Questões abertas

 

Leia este soneto de Camões para responder às questões 1 e 2.

Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei por quê.

1) A primeira estrofe é um desafio ao Amor. Qual o argumento utilizado pelo sujeito lírico para explicar a impossibilidade de sofrer mais?

2) O sujeito lírico conclui confessando sua incapacidade de compreender o processo amoroso. Transcreva os versos que melhor exprimem a ideia de que o amor é um sentimento contraditório e incompreensível.

7.9.23

Teste de leitura semântica para o Ensino Médio

 Leia o texto a seguir para responder às próximas 2 questões.

No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um levantamento em grandes cidades de 31 países para descobrir como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A conclusão foi que os brasileiros estão entre os povos mais atrasados – do ponto de vista temporal, bem entendido – do mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o número de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos correios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o povo mais pontual. Já as oito últimas posições no ranking são ocupadas por países pobres.

O estudo de Robert Levine associa a administração do tempo aos traços culturais de um país. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos”, diz o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por exemplo, revelou que a maioria considera aceitável que um convidado chegue mais de duas horas depois do combinado a uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte público?

(Veja, 02.12.2009)

 (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 1) A expressão chá de cadeira, no texto, tem o significado de

(A) bebida feita com derivado de pinho.

(B) ausência de convite para dançar.

(C) longa espera para conseguir assento.

(D) ficar sentado esperando o chá.

(E) longa espera em diferentes situações.

 

(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 2) Há emprego do sentido figurado das palavras em:

(A) ...os brasileiros estão entre os povos mais atrasados...

(B) No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar.

(C) Os brasileiros ... dão mais importância às relações sociais...

(D) Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo...

(E) ...não se pode confiar no serviço público?

 

3) Leia a charge a seguir.

4) O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à

(A) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia que

pretende veicular.

(B) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.

(C) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço da

população rica.

(D) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.

(E) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de descanso da família.

 

4)



O sentido da charge se constrói a partir da ambiguidade de determinado termo. O termo em questão é:

(A) fora                             (B) agora                                (C) sistema                                 (D) protestar

 

5)

Todo ponto de vista é a vista de um ponto

 Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.                                                                  BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. 4ª ed. RJ: Sextante, 1999

A expressão “com os olhos que tem”, no texto, tem o sentido de

(A) enfatizar a leitura.                           (B) incentivar a leitura.                         (C) individualizar a leitura. (D) priorizar a leitura.                           (E) valorizar a leitura.

 

6) (ENEM) No ano passado, o governo promoveu uma campanha a fim de reduzir os índices de violência. Noticiando o fato, um jornal publicou a seguinte manchete:

CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOVERNO DO ESTADO ENTRA EM NOVA FASE

A manchete tem um duplo sentido, e isso dificulta o entendimento. Considerando o objetivo da notícia, esse problema poderia ter sido evitado com a seguinte redação:

(A)  Campanha contra o governo do Estado e a violência entram em nova fase.

(B)  A violência do governo do Estado entra em nova fase de Campanha.

(C)   Campanha contra o governo do Estado entra em nova fase de violência.

(D) A violência da campanha do governo do Estado entra em nova fase.

(E)  Campanha do governo do Estado contra a violência entra em nova fase.

 

7)


Na tirinha, há traço de humor em

(A) “Que olhar é esse Dalila?”

(B) “Olhar de tristeza, mágoa, desilusão...”

(C) “Olhar de apatia, tédio, solidão...”

(D) “Sorte! Pensei que fosse conjuntivite!” 

 

8)



Pela resposta do Garfield, as coisas que acontecem no mundo são

(A) assustadoras.                          (B) corriqueiras.                        (C) curiosas.                           (D) naturais.

 

9)



O que torna o texto engraçado é que

(A) a aluna é uma formiga.

(B) a aluna faz uma pechincha.

(C) a professora dá um castigo.

(D) a professora fala “XIS” e “CÊ AGÁ”.

 

10) Leia a anedota abaixo.

Os parentes

O casal vem pela estrada sem dizer palavra. Brigaram, nenhum dos dois quer dar o braço a torcer. Ao passar por uma fazenda em que há mulas e porcos, o marido pergunta, sarcasticamente:

- Parentes seus?

- Sim, responde ela, cunhados.

Almanaque Brasil, abril de 2001.

A intenção do marido ao fazer a pergunta à mulher era:

a) ofender a mulher, chamando-a de porca ou mula.

b) agradar a esposa elogiando-a.

c) manter um diálogo com a esposa.

d) fazer com que a mulher seguisse em outra direção. 


Avaliação sobre Gêneros Literários para o 8º ano do Ensino Fundamental

 1) Analise as proposições a seguir.

São características do gênero dramático:

I. Representa sentimentos e emoções a partir da expressão individual e subjetiva. Nos textos dramáticos, há a predominância de pronomes e verbos na 1ª pessoa e a exploração da musicalidade das palavras.

II. Nos textos dramáticos, o poeta despoja-se do seu “eu” sentimental para atirar-se na direção dos acontecimentos que o rodeiam. O amor é uma temática, mas na narrativa dramática ele é abordado em episódios isolados.

III. Os textos dramáticos são produzidos para serem representados, pois a voz narrativa está entregue às personagens, que contam a história por meio de diálogos ou monólogos sem mediação do narrador.

IV. O auto, a comédia, a tragédia, a tragicomédia e a farsa integram-se ao gênero dramático.

a) III e IV estão corretas.

b) I e III estão corretas.

c) I e II estão corretas.

d) I e IV estão corretas.

e) II, III e IV estão corretas.

 

2) Leia os fragmentos a seguir para responder à questão:

I.

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Soneto de fidelidade, Vinícius de Moraes

 

II.

"Canta, ó Musa, a ira de Aquiles, filho de Peleu,

que incontáveis males trouxe às hostes dos aqueus.

Muitas almas de heróis desceram à casa de Hades

e seus corpos foram presa dos cães e das aves de rapina,

enquanto se fazia a vontade de Zeus,

a partir do dia em que se desavieram o filho de Atreu,

rei dos homens, e Aquiles, semelhante aos deuses.”

A Ilíada, de Homero

 

III.

DESDÊMONA - Quem está aí? Otelo?

OTELO - Sim, Desdêmona.

DESDÊMONA - Não vindes para o leito, meu senhor?

OTELO - Desdêmona, rezastes esta noite?

DESDÊMONA - Oh, decerto, senhor!

OTELO - Se vos lembrardes de alguma falta não perdoada ainda pelo céu e sua graça,

cuidai logo de tê-la redimida.

DESDÊMONA - O meu senhor! Que pretendeis dizer com isso?

OTELO - Bem; fazei o que vos disse e sede breve. Passarei nesse em meio; não desejo

trucidar-vos o espírito manchado. Não pelo céu! Não vos matarei a alma.

Otelo, William Shakespeare

IV.

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

- É areia.

A velhinha contrabandista, Sérgio Porto - Stanislaw Ponte Preta

 

Os fragmentos acima representam, respectivamente, os seguintes gêneros:

a) épico – lírico – dramático – narrativo.

b) lírico – épico – dramático – narrativo.

c) narrativo – dramático – épico – lírico.

d) lírico – épico – narrativo – dramático.

e) dramático – narrativo – lírico – épico.

 

3) O soneto é uma das formas poéticas mais tradicionais e difundidas nas literaturas ocidentais e expressa, quase sempre, conteúdo:

a) dramático.            b) épico.         c) satírico.          d) cronístico.             e) lírico.

 

4) Preencha os parênteses com F ou V conforme seja FALSA ou VERDADEIRA cada umas das afirmações a respeito dos textos abaixo.

 

TEXTO 1    

Eu faço versos como quem chora

De desalento… de desencanto…

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.        (Manuel Bandeira)

 

TEXTO 2

Recebi os trocados a que tinha direito e fiquei procurando um novo emprego, noutro ramo.

(Bento Silvério)

 

TEXTO 3

Um primeiro sobressalto de pânico apertou-lhe a garganta…

– Padre Estevão! – falou alto, pensando que talvez houvesse alguém ali, em alguma parte.  (Antônio Callado)

 

(   ) Os versos do texto 1 apresentam características líricas.

(   ) O texto 2 está escrito em prosa, que tem como unidade básica, o parágrafo.

(   ) O texto 3 está impregnado de características dramáticas.

(   ) A estrofe é a unidade de composição básica da prosa.

(   ) A prosa presta-se para a confissão amorosa, pessoal; a poesia, para a criação de personagens e a estruturação de longas narrativas.

 

5) Leia o poema a seguir, de Luís Vaz de Camões.

 

Amor é um fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer. 

É um não querer mais que bem querer; 
É um andar solitário entre a gente; 
É nunca contentar-se de contente; 
É um cuidar que ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade; 
É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata, lealdade. 

Mas como causar pode seu favor 
Nos corações humanos amizade, 
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? 

 

a)      Veja a quantidade de versos e estrofes do poema. Que nome recebe esse tipo de composição poética?

 

b)      Do que se trata o poema?

 

c)      Há nesse poema palavras que expressam ideias opostas. Identifique-as.  

 

d)      Explique como o poeta entende o amor.

 

e)      A palavra “fogo”, empregada no primeiro verso, pode ser entendida a partir da linguagem que constitui o dicionário ou pela linguagem que admite sentidos diversos?  

 

f)       Quantas sílabas poéticas há em cada verso do poema?

 

g)      Ao longo do poema, há palavras que coincidem sonoramente, indicando as rimas. Utilizando letras, faça o esquema de rimas do poema.

 

h)      O poema lido é um exemplo do gênero lírico, épico ou dramático? Explique.

 

 

6) O filme O senhor dos anéis apresenta características épicas. Explique o que há em comum entre o filme e um texto épico.


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