3.4.25

Vida e obra de George Orwell

George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, foi um escritor, ensaísta e jornalista britânico, conhecido por suas obras "A Revolução dos Bichos" e "1984". Nascido em 25 de junho de 1903, na Índia britânica, ele se mudou para a Inglaterra ainda criança e cresceu em uma família de classe média.


Orwell estudou na prestigiosa escola Eton, mas ao invés de seguir para a universidade, entrou para a Polícia Imperial Indiana na Birmânia. Essa experiência influenciou suas visões críticas sobre o colonialismo e a autoridade. Após retornar à Inglaterra, ele iniciou sua carreira como escritor.


Seus primeiros livros, como "Na Pior em Paris e Londres" (1933), eram baseados em suas próprias experiências de viver na pobreza. Orwell também era conhecido por seu forte senso de justiça social, algo que transparece em sua obra "O Caminho para Wigan Pier", onde retrata as duras condições de vida dos trabalhadores industriais no norte da Inglaterra.

Durante a Guerra Civil Espanhola, Orwell lutou ao lado dos republicanos contra o fascismo, uma experiência que documentou em "Homenagem à Catalunha". Essa participação moldou suas posições políticas, tornando-se um crítico feroz do totalitarismo. Essa crítica está no coração de suas obras mais famosas.

"A Revolução dos Bichos" (1945) é uma alegoria satírica da Revolução Russa e do regime stalinista, enquanto "1984" (1949) é uma distopia que explora temas de vigilância governamental, controle de pensamento e a manipulação da verdade. Ambos os livros são considerados clássicos da literatura mundial.


Orwell faleceu em 21 de janeiro de 1950, aos 46 anos, mas seu legado continua vivo. Seus escritos são amplamente estudados, oferecendo críticas profundas à política, sociedade e linguagem. 

Um pouco da vida e obra de Euclides da Cunha

Que tal conhecermos um pouco mais sobre a vida e obra de Euclides da Cunha, que é uma figura de grande destaque na literatura e no pensamento brasileiro.


Vida de Euclides da Cunha

Euclides da Cunha nasceu em 20 de janeiro de 1866, em Cantagalo, no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Ele teve uma infância bastante tumultuada, enfrentando a perda precoce de sua mãe e a doença de seu pai. Iniciou sua educação em colégios internos e mais tarde ingressou na Escola Politécnica, no Rio de Janeiro, onde começou a se interessar por engenharia e também por política e literatura.


Ele se tornou um republicano fervoroso em uma época de transição política no Brasil e chegou a ser expulso da escola por participar de manifestações contra o regime imperial. Euclides da Cunha foi também militar e engenheiro, além de jornalista, e suas experiências nessas áreas enriqueceram sua visão de mundo.

Obra de Euclides da Cunha:

A obra mais famosa de Euclides da Cunha é "Os Sertões", publicada em 1902. Este livro é um relato profundo e detalhado da Guerra de Canudos, um conflito ocorrido no interior da Bahia entre o governo da recém-instaurada República e os seguidores de Antônio Conselheiro, um líder religioso carismático.


"Os Sertões" é dividida em três partes: "A Terra", onde Euclides descreve o ambiente geográfico do sertão nordestino; "O Homem", que explora o povo sertanejo e suas condições de vida; e "A Luta", que é o relato do conflito armado. Esta obra é fundamental para a literatura brasileira por combinar jornalismo, sociologia, história, e literatura de maneira inovadora, fornecendo uma visão crítica e humana do Brasil.

Além de "Os Sertões", Euclides da Cunha escreveu diversos artigos para jornais e revistas, onde discutia temas científicos, sociais e políticos, sempre com uma visão analítica e crítica. Ele também iniciou, mas não completou, obras como "À Margem da História", uma coletânea de ensaios e outros textos, publicada postumamente.

Euclides faleceu tragicamente em 15 de agosto de 1909, em Piedade, no Rio de Janeiro, em circunstâncias violentas durante um confronto pessoal.

27.3.25

Lima Barreto (1881-1922): uma vida marcada por tragédia e genialidade literária

Lima Barreto nasceu e passou toda a sua vida no Rio de Janeiro. Lima publicou diversos trabalhos nos jornais, como resenhas de livros e crônicas.

O escritor notabilizou-se por ser um talentoso e promissor romancista, entre os seus principais trabalhos, podemos citar dois que se tornaram clássicos da Literatura Brasileira - Recordações do escrivão Isaías Caminha (1907) e O triste fim de Policarpo Quaresma (1911). Também escreveu contos, entre ele O homem que sabia javanês.

Postumamente foram publicados Diário do hospício  e Cemitério dos vivos, nos quais o autor retratou sua experiência enquanto esteve internado no Hospício Nacional dos Alienados. Lima sofria com o alcoolismo, por isso acabou indo para o hospital psiquiátrico.

A obra de Lima traz inúmeras críticas à questões políticos e sociais de sua época e dá uma valiosa contribuição para os estudiosos compreenderem os mecanismos hierárquicos de uma sociedade elitista, os quais mantinham excluídos e marginalizados os ex-escravos e mestiços pobres, como o próprio Lima Barreto.  

25.3.25

Lista dos principais substantivos coletivos

 Álbum: de selos, de fotografias.

Alcateia: de lobos.

Armada: de navios de guerra.

Arquipélago: de ilhas.

Arsenal: de armas e de munições.

Assembleia: de pessoas reunidas.

Atlas: de mapas reunidos em um livro.

Banca: de examinadores.

Bando: de aves, de bandidos, de pessoas em geral.

Batalhão: de soldados.

Biblioteca: de livros catalogados.

Boiada: de bois.

Bosque: de árvores.

Buquê: de flores.

Cacho: de uvas, de bananas, de cabelos.

Cáfila: de camelos em comboio.

Cambada: de vadios ou malandros.

Cancioneiro: de canções ou cantigas.

Caravana: de viajantes.

Cardume: de peixes.

Casario: de casas.

Claque: de pessoas pagas para aplaudir.

Clero: de sacerdotes ou religiosos em geral.

Código: de leis.

Colégio: de eleitores, de cardeais.

Coletânea: de textos escolhidos.

Colmeia: de abelhas.

Constelação: de astros ou de estrelas.

Cordilheira: de montanhas.

Coro: de cantores.

Elenco: de artistas.

Enxame: de abelhas, de insetos.

Enxoval: de roupas.

Esquadra: de navios de guerra.

Esquadrilha: de aviões.

Fauna: de animais de uma região.

Flora: de plantas de uma região.

Feixe: de lenha, de raios de luz.

Frota: de navios, de veículos pertencentes à mesma empresa.

Gado: de animais criados em fazendas.

Galeria: de objetos de arte em geral.

Hemeroteca: de periódicos (jornais, revistas etc).

Horda: de selvagens, de invasores.

Legião: de soldados, de demônios, de anjos.

Leva: de presos, de recrutas, de pessoas em geral.

Malta: de desordeiros, de ladrões.

Manada: de elefantes, de burros, de bois.

Matilha: de cães de caça.

Molho: de chaves, de verdura.

Ninhada: de animais (aves ou mamíferos).

Nuvem: de gafanhotos, de mosquitos.

Pinacotecas: de quadros de pinturas.

Entenda a diferença entre poesia e poema

Muita gente confunde o sentido de poesia e poema, embora os conceitos estejam interligados eles possuem significados diferentes. E é isto que iremos explorar nesta postagem.

O poema é um texto literário, um gênero textual com suas próprias características. Ele é organizado em versos e estrofes, pode ou não conter métrica e rima. Veja o exemplo abaixo, separamos um trecho do poema Infância, de Carlos Drummond de Andrade:


Meu pai montava a cavalo, ia para o campo. 

Minha mãe ficava sentada cosendo. 

Meu irmão pequeno dormia. 

Eu sozinho menino entre mangueiras

lia a história de Robinson Crusoé, 

comprida história que não acaba mais.


A poesia vai além de um poema e de sua estrutura textual, pois ela pode se manifestar em outras representações artísticas, como a pintura, a fotografia, a escultura ou até mesmo em situações do cotidiano. Assim, uma pessoa que contempla uma bela paisagem pode identificar a essência da poesia naquele lindo cenário! 


22.3.25

Avaliação de Língua Portuguesa para o 1º ano do Ensino Médio

Estude para o ENEM desde já! Segue uma avaliação de Língua Portuguesa que pode ser aplicada no Ensino Médio.



1) O cartum faz uma crítica social. A figura destacada está em oposição às outras e representa a

a) opressão das minorias sociais.

b) carência de recursos tecnológicos.

c) falta de liberdade de expressão.

d) defesa da qualificação profissional.

e) reação ao controle do pensamento coletivo.

 

2)


Segundo a tirinha acima, é INCORRETO afirmar que:

a) as linguagens verbal e não verbal são utilizadas pelas duas personagens.
b) somente a Susanita que utiliza a linguagem não verbal quando levanta o dedo.
c) a linguagem verbal é representada pelas falas das personagens.
d) a linguagem não verbal envolve as expressões e os movimentos das personagens.
e) em todos os quadros, temos o uso da linguagem verbal e não verbal.

3)


O cartaz aborda a questão do aquecimento global. A relação entre os recursos verbais e não verbais nessa propaganda revela que

a) o discurso ambientalista propõe formas radicais de resolver os problemas climáticos.
b) a preservação da vida na Terra depende de ações de dessalinização da água marinha.
c) a acomodação da topografia terrestre desencadeia o natural degelo das calotas polares.
d) o descongelamento das calotas polares diminui a quantidade de água doce potável do mundo.
e) a agressão ao planeta é dependente da posição assumida pelo homem frente aos problemas ambientais.


 

4) Analise.


Em todo feriado prolongado, o Governo Federal lança campanhas de conscientização em relação aos perigos nas rodovias. Um dos temas mais abordados é a combinação nada perfeita do álcool e direção. Analisando o anúncio em questão, é possível afirmar que:

a) o texto não verbal não faz referência ao feriado em questão.

b) a iniciativa tem o objetivo de causar impacto e sensibilizar a população sobre os cuidados com o trânsito durante as festas.

c) há exagero ao retratar um acidente, o que reduz a credibilidade da campanha.

d) o modo imperativo “Seja você” não é indicado para o resultado esperado, visto que não devemos influenciar os leitores em propagandas.

 

 

A análise do meme a seguir fundamenta a resolução da próxima questão.

5) Os possíveis significados do vocábulo “sujeito” na pergunta do professor levou o aluno a

a) formular uma resposta incoerente.
b) apresentar uma resposta coerente, embora não atenda à expectativa do professor.
c) fornecer a resposta esperada pelo professor.
d) elaborar uma resposta ambígua, permitindo dupla interpretação por parte do professor.
e) incorrer no erro de buscar uma resposta que se ajustasse ao contexto de estudo da língua.


6) Leia o infográfico para responder ao que se pede.

A partir da leitura do infográfico, é INCORRETO afirmar que:

a) A confiança nas mídias sociais foi mais afetada do que a nos telejornais.

b) A maior parte dos espectadores de telejornais não teve sua confiança abalada.

c) O aumento de confiança em relação às redes sociais se encontra acima da média dos veículos de comunicação.

d) Os aplicativos de mensagens foram considerados mais confiáveis do que os de mídias sociais.

 

7) Leia com atenção.

Arte ao alcance de todos

Apoderar-se de espaços públicos em nome do registro histórico, da arte livre e da contestação sempre atraiu as pessoas, desde o início dos tempos. Desenhos do cotidiano das comunidades já podiam ser vistos nas cavernas, em pinturas rupestres, datadas da Pré-História. Inscrições urbanas semelhantes também podem ser encontradas na cidade de Pompeia (na Itália), que mesmo tendo sido invadida por lavas vulcânicas, preservou as marcas de manifestos e propagandas políticas impressas nas construções.

Esses registros fazem parte da história do graffiti – ou grafite, em português - uma prática que hoje em dia é considerada uma arte, um movimento e a expressão de uma cultura de classe. O grafite moderno, feito com tinta e latas de spray, teve origem em Nova Iorque, nos Estados Unidos, ainda durante os anos 70, quando o movimento hip-hop dava os seus primeiros passos. Os símbolos gravados nos muros serviam como forma de comunicação entre gangues. Essa prática ainda está vinculada à cultura de periferia, não só nos Estados Unidos, mas também no Brasil. A diferença é que hoje existe uma divisão mais nítida entre a pichação, usada como instrumento de protesto e de vandalismo, e o grafite, que embora mantenha a característica marginal¹, é considerado uma expressão da arte de rua. (...)

O grafite é uma das expressões mais populares da arte de rua, mas existem outras técnicas plásticas que integram as intervenções urbanas. Colagem, stencilart e pintura mural também são algumas das práticas desenvolvidas. Dança, música e encenações teatrais integram, da mesma forma, essas manifestações. (...)

(Gazeta do Povo, Curitiba, 4 set. 2005. Caderno G – adaptado)

¹ Marginal: aquele que foi excluído da sociedade ou prefere viver fora dela; localizado à margem de.

No que diz respeito ao grafite, o texto revela que

a) é uma das expressões mais populares da arte de rua, mas existem outras poucas técnicas plásticas que integram as intervenções urbanas.

b) o grafite moderno, feito com tinta e latas de spray, teve origem em Washington, nos Estados Unidos, ainda durante os anos 70.

c) apesar de manter a característica marginal, é considerado uma expressão da arte de rua.

d) grafite, em francês, é uma prática que hoje em dia é considerada uma arte, um movimento e a expressão de uma cultura de classe.

e) por ser marginalizado, não é considerado uma expressão da arte de rua. 

2.12.23

Como se escreve?

 É caçar ou cassar?

E agora? Como eu escrevo corretamente? Vamos consultar o dicionário e descobrir qual é a maneira certa de escrever!

Observe o exemplo a seguir:

Eu irei participar de uma caçada.

ou

Eu irei participar de uma cassada.


Quando usamos caçar, com cê-cedilha, estamos nos referindo ao ato de perseguir animais silvestres para aprisionar e/ou matar.

Cassar, com dois S's, significa anular, revogar (os direitos políticos, o mandato de alguém, licenças etc).

Tanto caçar quanto cassar podem ser usadas, mas irão variar de acordo com o contexto. 

Vida e obra de George Orwell

George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, foi um escritor, ensaísta e jornalista britânico, conhecido por suas obras "A Revolução...