2.12.23

Como se escreve?

 É caçar ou cassar?

E agora? Como eu escrevo corretamente? Vamos consultar o dicionário e descobrir qual é a maneira certa de escrever!

Observe o exemplo a seguir:

Eu irei participar de uma caçada.

ou

Eu irei participar de uma cassada.


Quando usamos caçar, com cê-cedilha, estamos nos referindo ao ato de perseguir animais silvestres para aprisionar e/ou matar.

Cassar, com dois S's, significa anular, revogar (os direitos políticos, o mandato de alguém, licenças etc).

Tanto caçar quanto cassar podem ser usadas, mas irão variar de acordo com o contexto. 

Como se escreve?

Não sabe como escrever corretamente? O ideal é consultar um bom dicionário de nossa língua, pois muitas palavras podem gerar dúvida no momento de sua escrita. Vejamos algumas a seguir:

É mussarela ou muçarela?



O correto é muçarela com cê-cedilha!

Jiló ou Giló?



Jiló, com a letra "j".

E a beingela é com a letra "g"?


 

Não, berinjela é com "j".


25.11.23

Avaliação de Língua Portuguesa [6º ano]

1) Leia o texto a seguir com atenção.

 

Estoura 20

 

Objetivo: chegar com somas ao número 20 ou mais próximo dele;

Participantes: 2 a 4 participantes;

Material necessário: dado, tabuleiro e canetinha.

Como jogar: Decidam quem vai começar. O primeiro participante joga o dado, anota o número

que cair no quadro de cima do tabuleiro. Os outros participantes também jogam o dado e fazem a anotação. Na próxima rodada, ao jogar o dado, o participante soma o número com o anterior e coloca o resultado no quadrinho de baixo. Se o jogador perceber que a soma dá um número próximo de 20, pode parar e avisa dizendo “Parei”. Se outro jogador quiser continuar jogando o dado pode continuar. Quem chegar primeiro em 20 ou ficar mais próximo ganha o jogo. Quem ultrapassar perde.

Disponível em: <http://www.escolasanti.com.br/content.php?Categ=4&contentID=503>. Acesso em: 26 mar. 2019.

 

De acordo com esse texto, ganha o jogo quem

A) anotar o número que sair no dado.

B) colocar o resultado no quadrinho.

C) chegar primeiro no 20.

D) ultrapassar o número 20.

 

Texto para as questões 2 e 3.

 

Sorvete de casca de manga

Ingredientes

• 3 xícaras de casca de manga picada;

• 1 xícara de água;

• 2 xícaras de açúcar;

• 3 gemas;

• 2 xícaras de leite;

• 1 lata de creme de leite;

• baunilha a gosto.

 

Modo de preparar

Cozinhe as cascas na água com açúcar. Depois de cozidas, junte os demais ingredientes, menos o creme de leite. Bata tudo no liquidificador e leve ao fogo para cozinhar. Retire do fogo, acrescente o creme de leite, deixe esfriar e leve ao freezer por quatro horas.Prove!

Fonte: Ciência Hoje da Criança, ano 23, n. 207

 

2) De acordo com o texto, depois de bater os ingredientes no liquidificador, o próximo passo é

A) deixar esfriar.

B) levar ao fogo.

C) levar ao freezer.

D) retirar do fogo.

 

 

3) Nesse texto, as formas verbais “Cozinhe”, “junte” e “Bata” foram utilizadas com a intenção de

A) dar uma instrução.

B) demonstrar impaciência.

C) fazer um apelo.

D) sugerir rapidez.

 

4) Agora leia esta anedota.



O humor da anedota está em:

A) Na má vontade do pai em responder às perguntas.
B) Joãozinho não estar aprendendo nada mesmo fazendo perguntas.
C) nas respostas do pai, que não sabe nada.
D) no lugar onde Joãozinho faz as perguntas.

 

 

Texto para as questões 5 e 6.

 

Ibama tem nova regra de transporte de animais silvestres de estimação

O transporte de animais deve ser feito mediante autorização de transporte e pagamento de boleto

    O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) divulgou nova regra para o transporte de animais silvestres entre estados no Brasil. Agora, o transporte de animais deve ser feito mediante autorização de transporte e pagamento de boleto ao Ibama.

    A coordenadora de Monitoramento do Uso da Fauna e Recursos Pesqueiros, Maria Isabel Soares, destaca que o Ibama considera animais silvestres de estimação aqueles comprados de criadores legalizados ou cedidos com autorização do Ibama.

    Os mais comuns a serem criados são papagaios, araras, jabutis. Maria Isabel alerta que, antes de ter um animal silvestre em sua tutoria, é preciso conhecer as necessidades deles que são diferentes de cães e gatos, inclusive custos. Maria Isabel ainda destaca que o aumento da fraude e do tráfico foi o que motivou essa mudança na regularização.

    A punição será prisão de seis meses a 1 ano e multa de 500 a 5 mil reais.

Disponível em: <http://radios.ebc.com.br>.

 

5) Qual é a finalidade do texto acima?

A) Caracterizar os animais silvestres e destacar as suas necessidades.

B) Divulgar um trabalho desenvolvido pelo IBAMA.

C) Expor uma opinião sobre o tráfico de animais silvestres no Brasil.

D) Informar sobre a nova regra para o transporte de animais silvestres no Brasil.

 

 

6) No segmento “Agora, o transporte de animais deve ser feito mediante autorização […]”, o termo sublinhado indica:

A) uma mudança na regra sobre o transporte de animais silvestres.

B) uma crítica sobre a nova regra para o transporte de animais silvestres.

C) uma comparação entre a lei anterior e a atual sobre o transporte de animais silvestres.

D) uma conclusão a que se chegou sobre a nova regra divulgada pelo IBAMA.

 

 

7) Observe os significados da palavra planta e depois numere a segunda coluna de acordo com a primeira.

 

1. O prego entrou na planta do meu pé.     

2. D.Joana rega a planta todo dia. 

3. A planta da casa foi feita pelo engenheiro.

4. O homem planta a árvore no quintal.

5. A menina planta-se na porta esperando o namorado.

(   ) vegetal

(   ) plano detalhado de imóvel

(   ) coloca-se

(   ) parte do pé que assenta

      no chão

(   ) fincar na terra

 


Avaliação de Língua Portuguesa [8º ano]

 Leia os textos abaixo para responder às questões 1 e 2.

 

Texto 01

10 

15

O PEQUENO PRÍNCIPE 

Antoine de Saint-Exupéry, um escritor francês, criou em 1943 uma história que vem cativando desde então todos que a leem. O herói dessa história é o Pequeno Príncipe, um personagem sensível que tem um jeito todo especial de contar as coisas e vem de um planeta diferente do nosso.  

Já pensou como deve ser morar num lugar tão pequeno que para ver um maravilhoso pôr do sol várias vezes por dia basta mudar a cadeira de lugar? Esse lugarzinho minúsculo era o planeta do Pequeno Príncipe. Toda manhã ele saía de casa para cuidar de seu tesouro, uma rosa muito bonita, e apagar vulcõezinhos. 

Ele conta tudo sobre sua vida para um aviador que faz um pouso de emergência em pleno deserto, onde eles se encontram. Uma das partes mais famosas do livro é a ideia de amizade que o Pequeno Príncipe explica ao aviador. Na verdade, uma raposa lhe havia ensinado: para fazer uma amizade, você tem de conquistar a pessoa, cativá-la. Mas não basta só isso, pois “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". 

Além de escritor, Saint-Exupéry era também aviador profissional. Será que ele teve alguma experiência parecida? Afinal, em literatura a gente nunca sabe se o escritor inventou tudo ou se ele viveu alguns dos acontecimentos da história. 

Disponível em: <http://www.canalkids.com.br/portal/barra/clubv.php?u=../cultura/index.htm> Acesso em 01 de Mar. 2020

Texto 02

O Pequeno Príncipe (título original em francês: Le Petit Prince) é a obra mais famosa do aviador e escritor Antoine de Saint-Exupéry. Foi publicada pela primeira vez em 06 de abril de 1943. Traduzido para 160 línguas e dialetos, é um dos maiores sucessos de vendas de todos os tempos, e o livro francês mais vendido no mundo. 

A história evoca temas universais como o amor, a amizade, o sentido da vida e a natureza humana. Realiza uma crítica ao homem e à civilização moderna que levam à perda dos valores mais essenciais do ser humano. Defende que a sabedoria das crianças pode servir como guia para a vida adulta. Os adultos são sérios, não conseguem desfrutar a vida porque não sabem o que é verdadeiramente importante, o essencial não é percebido por ser invisível. 

Disponível em: <http://demonstre.com/o-pequeno-principe-resenha> Acesso em 01 de Mar. 2020

 

 

1) Comparando os dois textos acima, é correto afirmar que  

A) ambos apresentam informações idênticas.

B) ambos são semelhantes, pois falam sobre o livro O Pequeno Príncipe

C) o texto I apresenta a biografia de Antoine de Saint-Exupéry. 

D) o texto II relata uma crítica sobre o filme O Pequeno Príncipe

 

 

2) De acordo com o texto II, a história do livro O Pequeno Príncipe trata de temas universais como

A) a riqueza, a amizade e a busca pelo poder. 

B) a vida, a morte e a natureza humana. 

C) o amor, a amizade, o sentido da vida e a natureza humana.  

D) o poder, o amor, a beleza, a ganância e o sentido da vida. 

 

3)



Este texto publicitário tem como público-alvo:

A) consultoras do Boticário.

B) mulheres adultas.

C) homens jovens.

D) fadas.

 

4) Com relação à tomada de notas durante uma exposição oral, assinale a alternativa incorreta.

A) Seu objetivo é registrar e conservar a informação fundamental proporcionada pela pessoa que faz a exposição: o professor em aula, um palestrante etc.

B) Fazer anotações implica selecionar e anotar a informação à medida que a recebe. 

C) Não se deve tentar registrar na íntegra o que se diz, e sim selecionar a informação e reformulá-la com as próprias palavras.

D) O trabalho com as anotações acaba assim que elas são tomadas. As anotações, tal como ficam ao terminar a exposição oral, devem ser arquivadas.

 

 

5) Qual dos elementos a seguir se constitui como essencial na construção de um texto dramático/teatral?

A) Cenário.

B) Música.

C) Diálogos.

D) Figurino.

 

6) Qual das afirmações a seguir está CORRETA em relação ao texto dramático?

 

A) A presença do narrador é obrigatória, para que o público possa tomar conhecimento da história.

B) O texto dramático não se relaciona com a atuação dos atores no espetáculo teatral.

C) Os personagens não devem estar ligados com lógica uns aos outros e à ação nem dialogar entre si.

D) O texto dramático é produzido com o objetivo de ser encenado e tem uma estrutura própria.

 

 

7) Leia esta resenha.

Lobo-guará ganha livro com fotos e histórias

    ((o)) eco tem a honra de ter entre seus colaboradores Adriano Gambarini, um dos mais reconhecidos fotógrafos brasileiros de natureza. E é com prazer que anunciamos sua mais nova realização: o livro Histórias de um lobo, escrito em parceria com o biólogo Rogério Cunha de Paula, cujo trabalho que já dura 15 anos com Lobos-guará da Serra da Canastra é reconhecido mundialmente.

    Com prefácio do naturalista George Schaller, ícone da conservação, o livro une as imagens de Gambarini com o conhecimento científico de Rogério para desmistificar o lobo-guará, que eles descrevem como um animal tímido, que se alimenta principalmente de frutos e, por isso, cumpre papel importante de dispersar sementes pelo Cerrado. Ameaçado de extinção, a espécie precisa ser mais apreciada e compreendida.

    Guará significa vermelho em tupi. A obra traz 150 imagens desse lobo vermelho, de pernas finas e elegantes, que ocorre na América do Sul, principalmente no Cerrado brasileiro.

Assinale a alternativa que contém a opinião do autor da resenha sobre o livro.

A) “[…] um animal tímido, que se alimenta principalmente de frutos […]”.

B) “Ameaçado de extinção, a espécie precisa ser mais apreciada e compreendida.”.

C) “A obra traz 150 imagens desse lobo vermelho […]”.

D) “Guará significa vermelho em tupi.”.

17.10.23

Avaliação para o 8º ano do Ensino Fundamental

Avaliação de Língua Portuguesa: crônica, tipos de predicado, homônimos e parônimos.


Leia com atenção a crônica a seguir e responda às questões de 1 a 5.

 

Os namorados da filha

 

Quando a filha adolescente anunciou que ia dormir com o namorado, o pai não disse nada. Não a recriminou, não lembrou os rígidos padrões morais de sua juventude. Homem avançado, esperava que aquilo acontecesse um dia. Só não esperava que acontecesse tão cedo.

             Mas tinha uma exigência, além das clássicas recomendações. A moça podia dormir com o namorado:

            ─ Mas aqui em casa.

            Ela, por sua vez, não protestou. Até ficou contente. Aquilo resultava em inesperada comodidade. Vida amorosa em domicílio, o que mais podia desejar? Perfeito.

            O namorado não se mostrou menos satisfeito. Entre outras razões, porque passaria a partilhar o abundante café da manhã da família. Aliás, seu apetite era espantoso: diante do olhar assombrado e melancólico do dono da casa, devorava toneladas do melhor requeijão, do mais fino presunto, tudo regado a litros de suco de laranja.

             Um dia, o namorado sumiu. Brigamos, disse a filha, mas já estou saindo com outro. O pai pediu que ela trouxesse o rapaz. Veio, e era muito parecido com o anterior: magro, cabeludo, com apetite descomunal.
             Breve, o homem descobriria que constância não era uma característica fundamental de sua filha. Os namorados começaram a se suceder em ritmo acelerado. Cada manhã de domingo, era uma nova surpresa: este é o Rodrigo, este é o James, este é o Tato, este é o Cabeça. Lá pelas tantas, ele desistiu de memorizar nomes ou mesmo fisionomias. Se estava na mesa do café da manhã, era namorado. Às vezes, também acontecia ─ ah, essa próstata, essa próstata ─ que ele levantava à noite para ir ao banheiro e cruzava com um dos galãs no corredor. Encontro insólito, mas os cumprimentos eram sempre gentis.
             Uma noite, acordou, como de costume, e, no corredor, deu de cara com um rapaz que o olhou apavorado. Tranquilizou-o:

              ─ Eu sou o pai da Melissa. Não se preocupe, fique à vontade. Faça de conta que a casa é sua.
              E foi deitar.

              Na manhã seguinte, a filha desceu para tomar café. Sozinha.

              ─ E o rapaz? ─ perguntou o pai.

              ─ Que rapaz? ─ disse ela.

              Algo lhe ocorreu, e ele, nervoso, pôs-se de imediato a checar a casa. Faltava o CD player, faltava a máquina fotográfica, faltava a impressora do computador. O namorado não era namorado. Paixão poderia nutrir, mas era pela propriedade alheia.

             Um único consolo restou ao perplexo pai: aquele, pelo menos, não fizera estrago no café da manhã.

Moacyr Scliar - Crônica extraída da Revista Zero Hora,  26/4/1998, e contida no livro Boa Companhia: crônicas, organizado por Humberto Werneck, São Paulo: Companhia das Letras, 2006, 2. reimpressão, pp. 205-6.)

 

 

1)      Releia a afirmação a seguir:

 

“Ao criar uma crônica narrativa baseada em um fato cotidiano, o autor do texto rompe com o circunstancial, com a realidade.”

 

Explique como esse fato ocorre na crônica “Os namorados da filha”.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

2)      Preencha o quadro abaixo, de acordo com a crônica lida.

 

Personagens

Espaço

Temática

Tipo de narrador

 

 

3)      Seguindo a estrutura do texto narrativo, numere os parênteses de acordo com a sequência abaixo.

 

( 1 ) Situação inicial      ( 2 ) Conflito          ( 3 ) Clímax           ( 4 ) Desfecho

 

(    ) O sumiço do namorado e a descoberta da inconstância da filha.

(    ) O pai descobre que o rapaz no corredor era ladrão e não namorado.

(    ) A filha comunica ao pai que vai dormir com o namorado.

(    ) O encontro no corredor entre o pai e o rapaz.

 

 

4)      Por que o pai da jovem era realmente um homem avançado?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

5)      Em relação ao texto, a atitude do pai teve boas consequências? Justifique.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

6)      Compare os predicados destas duas orações.

 

I-                   As paredes da casa, logo após a pintura, já estavam manchadas.

II-                As paredes da casa, logo após a pintura, já apresentavam manchas.

 

Eles têm a mesma classificação? Justifique.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

7)      Compare as duas frases e, a seguir, identifique as afirmações verdadeiras e as falsas.

 

I-                   Os invasores deixaram destruída a cidade.

II-                Os invasores deixaram a cidade destruída.

 

a)      (   ) Nenhuma das duas frases é ambígua.

b)      (   ) Em I, deixaram significa “tornaram”, “fizeram ficar”.

c)      (   ) Em II, deixaram pode significar “tornaram” ou “foram embora”.

d)     (   ) Em I, entende-se que a cidade, em consequência da ação dos invasores, passou a ter uma característica nova.

e)      (   ) Em I, destruída é adjunto adnominal.

f)       (   ) Em II, destruída pode ser adjunto adnominal (característica constante) ou predicativo do objeto (característica circunstancial), dependendo do sentido que se atribuir ao verbo deixar.

g)      (   ) Tanto I como II são frases sintaticamente bem organizadas.

 

 

8)      Sabe-se que o bom funcionamento do coração de uma pessoa relaciona-se às condições físicas, psicológicas e emocionais a que ela está sujeita em sua vida cotidiana. Levando em consideração esse fato, compare estas frases:

I-                   O comerciante entrou preocupado no banco.

II-                O comerciante preocupado entrou no banco.

 

a)      Apresente a função sintática do termo preocupado em cada frase.

________________________________________________________________________________

 

b)      Infira: qual desses dois comerciantes corre maior risco de ter um ataque cardíaco? Justifique sua resposta.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

9)      O diálogo a seguir contém humor e retrata uma crítica ligada aos fatos sociais. Recorra aos seus conhecimentos sobre as relações de significado estabelecidas entre as palavras e responda ao que se pede. 

 

- Pai, qual é a diferença entre infração e inflação?
- Bem, infração é quando alguém sabe que cometeu um erro e... É punido!
- E inflação?
- Bem, aí é quando ninguém sabe quem cometeu um erro e... Todos são punidos!

a) A explicação dada pelo pai em resposta ao questionamento do filho está correta? Explique.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

b) Apresente a crítica implícita no discurso retratado.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

15.10.23

7 Atividades de sala de aula para Educação de Jovens e Adultos (EJA)

1. Marque a alternativa INCORRETA sobre debate regrado.

 

a) Não basta apenas ter uma opinião sobre um assunto, mas é preciso saber expor, falar sobre a opinião.

b) O debate, além de desenvolver as capacidades argumentativas, contribui para cultivar valores como respeito pela opinião do outro e cuidado com o ato da fala.

c) Não há como saber falar, saber posicionar-se se não for proporcionada aos alunos esta possibilidade.

d) Este tipo de debate é proibido durante o período eleitoral.


2.



Sobre os sentidos estabelecidos pelos operadores argumentativos presentes nessa tirinha, analise as afirmações a seguir:

 

      I- O elemento “se” empregado no primeiro balão indica uma condição para o fato principal.

 

II-       II- A conjunção aditiva “e” no segundo balão tem valor alternativo, colocando o vendedor em situação de escolha.

 

        III-  Na fala do vendedor no terceiro balão, a conjunção “mas” estabelece oposição recriminando a proposta feita pelo cliente (Hagar).

 

 Está(ão) correta(s), apenas:

 

a) I e II.

b) I e III.

c) II e III.

d) apenas a I.

e) apenas a III.


Leia o texto para responder às questões 3, 4 e 5.

 

Ícaro

    Dédalo construiu o labirinto para Minos, mas, depois, caiu no desagrado do rei e foi aprisionado em uma torre. Conseguiu fugir da prisão, mas não podia sair da ilha por mar, pois o rei mantinha severa vigilância sobre todos os barcos que partiam e não permitia que nenhuma embarcação zarpasse antes de ser rigorosamente revistada.

    “Minos pode vigiar a terra e o mar, mas não o ar” – disse Dédalo. “Tentarei esse caminho.”

    Pôs-se, então, a fabricar asas para ele próprio e para seu jovem filho, Ícaro. Uniu as penas, começando das menores e acrescentado as maiores, de modo a formar uma superfície crescente. Prendeu as penas maiores com fios e as menores com cera e deu ao conjunto uma curvatura delicada, como as asas das aves. O menino Ícaro, de pé, ao seu lado, contemplava o trabalho, ora correndo para ir apanhar as penas que o vento levava, ora modelando a cera com os dedos e prejudicando, com seus folguedos, o trabalho do pai. Quando, afinal, o trabalho foi terminado, o artista, agitando as asas, viu-se flutuando e equilibrando-se no ar. Em seguida, equipou o filho da mesma maneira e ensinou-o a voar, como a ave ensina ao filhote, lançando-o ao ar, do elevado ninho.

    – Ícaro, meu filho – disse, quando tudo ficou pronto para o voo -, recomendo-te que voes a uma altura moderada, pois, se voares muito baixo, a umidade emperrará tuas asas e, se voares muito alto, o calor as derreterá. Conserva-te perto de mim e estarás em segurança.

    Enquanto dava essas instruções e ajustava as asas aos ombros do filho, Dédalo tinha o rosto coberto de lágrimas e suas mãos tremiam. Beijou o menino, sem saber que era pela última vez, depois, elevando-se em suas asas, voou, encorajando o filho a fazer o mesmo e olhando para trás, a fim de ver como o menino manejava as asas. Ao ver os dois voarem, o lavrador parava o trabalho para contemplá-los e o pastor apoiava-se no cajado, voltando os olhos para o ar, atônitos ante o que viam, e julgando que eram deuses aqueles que conseguiam cortar o ar de tal modo.

    Os dois haviam deixado Samos e Delos à esquerda e Lebintos à direita, quando o rapazinho, exultante com o voo, começou a abandonar a direção do companheiro e a elevar-se para alcançar o céu. A proximidade do ardente sol amoleceu a cera que prendia as penas e estas desprenderam-se. O jovem agitava os braços, mas já não havia penas para sustentá-lo no ar. Lançando gritos dirigidos ao pai, mergulhou nas águas azuis do mar que, de então para diante, recebeu o seu nome.

    – Ícaro, Ícaro, onde estás? – gritou o pai.

    Afinal, viu as penas flutuando na água e, amargamente, lamentando a própria arte, enterrou o corpo e denominou a região Icária, em memória ao filho. Dédalo chegou são e salvo à Sicília, onde ergueu um templo a Apolo, lá depositando as asas, que ofereceu ao deus.

Thomas Bulfinch. “O livro de ouro da mitologia”. Rio: Ed. Tecnoprint, 1965, p. 174-6.

3.   Pode-se afirmar que o texto lido é:

a)    a) um mito.

b)    b) um conto.

c)    c) uma lenda.

d) uma crônica. 


4.

Segundo o narrador, Dédalo foi aprisionado em uma torre porque:

a)    “construiu o labirinto para Minos”.

b)    “caiu no desagrado do rei”.

c)    “conseguiu fugir da prisão”.

d)    “o rei mantinha severa vigilância sobre todos os barcos”.



5.

O voo de Ícaro começa a se complicar quando:

a)    ele se eleva rumo ao céu.

b)    ele se aproxima do sol ardente.

c)    ele mergulha nas águas azuis do mar.

d)    ele acompanha o voo do pai.


Texto para as questões 6 e 7.

Blecaute

    “Sabia que a luz elétrica, no Brasil, existe apenas de uns 100 anos pra cá?” Essa foi a pergunta que meu professor de violão clássico me fez no meio de um blecaute demorado – culpa de um gerador queimado por algum raio – que fez com que a aula tomasse outro andamento, totalmente improvisado, mas não menos proveitoso.

    Não. Eu nunca tinha pensado nisso. Assim como as crianças do século XXI não sabem o que é viver sem computador, eu também já nasci dependendo da luz elétrica para tudo o que faço. Não me imagino sem o banho quentinho, o refrigerante gelado, o computador, o abajur e tantos outros vícios de conforto que nem percebemos que só existem por causa da eletricidade.

    É certo que, em tempos de racionamento, lembramos o tempo todo de reduzir seu consumo, mas, ficar totalmente sem ela, jamais. Duvido que algum torcedor fanático deixe de acompanhar o Brasileirão no rádio ou na televisão. Duvido também que no friozinho matinal alguém se atreva a tomar um banho gelado. E eu, confesso, não deixo de ligar meu secador de cabelo nem de usar a internet, e me recuso a sair com a roupa amarrotada… A energia elétrica, realmente, é essencial.

    Mas, além dos benefícios da luz, a pergunta do meu professor me fez pensar em como as pessoas de 100 anos atrás viviam. Aposto que o que parece impossível para nós elas tiravam de letra. A paciência e o tempo eram muito maiores. E o romantismo também.

    Para se mandar uma carta, era preciso escrever à mão, levar ao correio, esperar, esperar, esperar até o destinatário receber, resolver responder, ir ao correio, esperar outro tanto e, aí sim, descobrir o que ele pensou do que você quis dizer. Hoje em dia, o assunto já estaria ultrapassado depois de toda essa espera. E a falta de paciência e o excesso de ansiedade não mais permitem esse luxo. Agora tudo é feito por e-mail, e, assim que ele é enviado, já queremos receber a resposta.

    Para se enxergar à noite, era necessário usar velas e lampiões. As pessoas se recolhiam mais cedo, conversavam mais e passeavam sob a luz da lua, sem medo da violência, que deve ter nascido na mesma época da eletricidade.

    Para se ouvir música, só se fosse ao vivo. Serenatas, saraus, bandas na praça…Talvez por isso as pessoas de antigamente tinham mais aptidão musical. Desde cedo eram incentivadas a “fabricar a música”, ao contrário de hoje, em que já a encontramos pronta em qualquer estação de rádio.

    Tudo é costume. Até alguns anos atrás, eu vivia perfeitamente sem computador e celular. Agora, se passo um dia sem, me sinto assim. As pessoas começaram a usar e se esqueceram da tranquilidade de uma noite realmente escura.

    Quando a luz finalmente voltou, minha aula já tinha acabado. Reacostumar com a claridade foi bem mais difícil do que me adaptar à falta dela. Os olhos arderam, as pessoas deixaram de ser espontâneas, o romantismo das velas sumiu.

    Talvez esses 100 anos de claridade noturna não tenham sido tão pouco assim, já que foram suficientes para esquecermos o bem que a ausência dela faz. O melhor é usar a desculpa do racionamento, apagar todas as luzes e mudar o andamento da vida, antes que um clarão mais forte ofusque, irreversivelmente, a nossa visão. E nos faça esquecer que o improviso de uma vela pode iluminar bem mais…

(PIMENTA, Paula. “Apaixonada por palavras”. Belo Horizonte: Ed. Gutenberg, 2015.)

6. Aponte o fato que motivou a narrativa:

a) a pergunta feita pelo professor de violão clássico sobre a eletricidade.

b) o blecaute demorado na aula de música.

c) a comodidade proporcionada pela eletricidade.

d) o retorno da luz na aula de música.



7.

Quem narra o texto, também é personagem da história. Identifique a passagem que comprova isso:

a) “E eu, confesso, não deixo de ligar meu secador de cabelo nem de usar a internet […]”

b) “Para se mandar uma carta, era preciso escrever à mão […]”

c) “As pessoas começaram a usar e se esqueceram da tranquilidade de uma noite […]”

d) “Os olhos arderam, as pessoas deixaram de ser espontâneas, o romantismo das velas sumiu.”


Como se escreve?

 É caçar ou cassar ? E agora? Como eu escrevo corretamente? Vamos consultar o dicionário e descobrir qual é a maneira certa de escrever! Ob...